O Samba é Bom -Imprensa
Folha
de São Paulo - Pedro Alexandre Sanches São Paulo - 01/03/2002
"...o CD só pôde sair por conta do esforço privado e independente do selo Elo,
dirigido em São Paulo pelos também músicos Paulo Lepetit e Vange
Milliet.
Em 18 sambas, cantados
em voz envelhecida, mas ainda muito firme, o artista faz desfilar
clássicos de porão potencialmente inesquecíveis, como "Mocambo",
"Maçarico", "Martim-Pescador", "Balaio de Guarimã" e as já conhecidas
"Cocada", "Tem Quem Queira" e "Banho de Cheiro".
...seu Antonio
prova hon- rar a mais fina tradição do samba, de Cartola e Nelson
Cavaquinho a quem mais se quiser citar."
Jornal
do Brasil - Helena Aragão Rio de janeiro - 29/03/2002
"Antonio Vieira é o mais novo membro da lista (cada vez maior, felizmente)
de velhos compositores que têm seu trabalho reconhecido tardiamente....Para
quem pensa que samba é um privilégio da região sudeste, essa é a essência
do repertório que traz ainda, valsas, forrós e boleros... Vida Longa a Antonio
Vieira"
Revista Época
- 11/03/2002
"O SAMBA É BOM, Antonio Vieira, Elo Music O veterano compositor, de 81
anos, é uma lenda no Maranhão. Ultrapassou as fronteiras regionais depois que
a conterrânea Rita Ribeiro gravou "Cocada", "Banho
Cheiroso" e "Tem Quem Queira". Em versões tão saborosas quanto
as de Rita, as três músicas estão no ótimo repertório deste álbum ao vivo,
produzido por outro maranhense famoso, Zeca Baleiro. Além dos
"padrinhos", Vieira conta com Elza Soares e Sivuca em outras faixas.
É uma coleção de sambas dignos dos clássicos."
Estado
de Minas - João Paulo Belo Horizonte - 26/02/2002
"...Não pode
haver, para quem gosta de música, uma alegria maior que receber a notícia da
existência não de um novo artista, mas de uma obra inteira... A voz de
Antonio Vieira, que denuncia seus 80 anos, tem a beleza da experiência e
um jeito malandro de dividir que lembra Jackson do Pandeiro...
"Mulata Bonita" é um samba moderno, quase bossa nova, com uma letra
que lembra Ary Barroso... Um disco para dar orgulho da música brasileira e de
seus artistas".
Correio
da Bahia - Hagamenon Brito Salvador - 13/03/2002
"...Antonio Vieira, 81
anos, é mais um caso de mestre da música popular brasileira que tem a sua arte
reconhecida tardiamente. Mas, como vovó já dizia, antes tarde do que nunca. E
ponto para Zeca Baleiro, neo-embaixador das coisas do Maranhão: ele idealizou e
produziu o primeiro álbum solo de Vieira, O samba é bom (Elo Music).
...O samba é bom resume a obra de um compositor que pode ser incluído no
seleto grupo de Cartola, Nélson Cavaquinho, Nélson Sargento, Guilherme de
Brito e o baiano Batatinha. Artistas de um tempo em que a simplicidade do samba
não excluía boas doses de sensibilidade popular e sofisticação."
Diário do Nordeste - Felipe
Araújo Fortaleza - 03/04/2002
"Um clássico.
Desses de sentar na mesma mesa de Nelson Cavaquinho, Ismael Silva e Candeia e
batucar de igual para igual coma quintessência do samba carioca. Desses de
chegar perto de Cartola e não pedir a benção. Aos 82 anos, Mestre Antonio
Vieira é o mais novo baluarte extemporâneo da MPB. Um CD deslumbrante...de
importância imensurável"
Zero
Hora
Porto Alegre - 29/03/2002
"O Samba é Bom é
a prova de que se pode ser escancaradamente anacrõnico. Por iniciativa de Zeca
Baleiro, o maranhense Antonio Vieira chega finalmente ao disco, aos 82 anos,
repetindo o que aconteceu com as revelações tardias de Clementina de Jesus e
Nelson Cavaquinho."
O
Estado do Maranhão
São Luís - 29/03/2002
"...Aos 82 anos
ele repete a conquista de nomes como Cartola, Nelson Cavaquinho, Clementina de
Jesus e Walter Alfaiate e lança seu primeiro disco. O Samba é Bom (Elo
Music)... o álbum traz 18 das mais de 300 composições do músico que já foi
funcionário público , contador e mecânico e que tem como ídolo
Charles Chaplin... a iniciativa merece só elogios."
Tribuna de
Imprensa - Marco Antonio Barbosa - Bahia - 21/05/2002
"Maranhense de 81 anos, Antonio Vieira enfim chega a seu primeiro disco
solo. Antes tarde do que nunca, a julgar pela beleza rústica de suas composições,
revelada em 1997 por Rita Ribeiro. O álbum, gravado ao vivo, mostra bem a
variedade da obra de Vieira, que passeia por maxixes e boleros, além do samba.
Ainda com voz firme, Vieira se faz acompanhar por Zeca Baleiro, Sivuca e a já
citada Rita em faixas de balanço gostoso como "Mulata bonita" e
"Cocada". Vale assinalar que o projeto saiu do papel por obra de
Baleiro, conterrâneo do veterano e que assinou a direção do show gravado no
CD. "
Folha
do Estado Cuiabá - 11/03/2002
" ...O CD conta
com participações não somente dos afilhados hoje tornados padrinhos Zeca e
Rita, mas também da carioca Elza Soares, em pequeno show particular, do
paraibano Sivuca e dos conterrâneos de seu Antonio Pedro Borges e Célia
Maria... A temática dos sambas é quase nua de tão simples e delicada, mas
pode ganhar versos lancinantes como os de "Mocambo":
"Mocambo/morada miséria pedindo socorro/que nem palafita na beira do
mangue/e grande favela no alto do morro".
site NO -
Helena Aragão
"...a melhor
interpretação é de Elza Soares, como sempre divertidíssima numa das melhores
canções do disco, “Na cabecinha de Dora”: “Ela manda esticar o cabelo/
Depois mete o cabelo no rolo/ E cai na boca do povo/ Que não pára de falar/ Se
é para enrolar de novo/ Para que tu manda esticar?”
Sivuca também faz muito bonito acompanhando no acordeon o lindo baião
“Balaio de Guarimã” e no piano (que beleza ouvir Sivuca ao piano!)
Zeca Baleiro dá
o ar de sua graça cantando com Vieira o samba “Menino Travesso”, não por
acaso sobre um garoto chamado Zeca, “um anjo menino que peca”. Se o pecado
é a preocupação em divulgar as coisas da terra, que Zeca Baleiro sirva de
exemplo. E vida longa a Antônio Vieira!"
site
Página da Música - Sérgio Fogaça
"Descoberto a tempo,
em vida, mais um gênio da música brasileira. Antonio Vieira é mais um desses
mestres escondidos por uma sociedade que teima em só reconhecer o que aparece
nas TVs, sem olhar para os lados, ali pertinho mesmo.
...Isso é uma amostra, um belo registro. Antonio Vieira tem cerca de 300
composições no baú. É ouro."
O
Popular - Edson Wander - Goiânia - 14/04/2002
"A Volta dos Malandros - É um movimento de resgate ou mesmo revitalização
do mais genuíno estilo musical brasileiro em meio à derrocada do pagodinho
fast food. Há uma lista razoável de velhos bambas voltando à roda. O
maranhense Antônio Vieira, de 81 anos, tem lançado o primeiro disco de sua
carreira de mais de 40: O Samba é Bom (Elo Music/Sony), gravado ao vivo com
convidados produzido pelo conterrâneo Zeca Baleiro."